O que é o Tenchi Tessen?

Unidade do corpo, da respiração e da consciência.

O Tenchi Tessen é uma arte de expressão do movimento criada em 1985 por Georges Stobbaerts - Hanshi.

Ela é fruto de uma experiência nas artes em geral,elaborada em domínios diversificados como as artes marciais do Kerala, na Índia do Sul, sufis marroquinos e andaluzes, feérico flamengo espanhol, rigor e riqueza das danças hindus, despojamento espiritual das disciplinas japonesas, a iconografia, o yoga, o zen, o teatro. Domínios diferentes, mas que tem em comum uma dimensão cósmica.

É uma arte do movimento altamente simbólica onde o leque substituiu o sabre: o TENCHI TESSEN..

Em japonês, Ten Chi significa o par primordial Céu-Terra, entre os quais se ergue o homem, separando-os e unindo-os, simultaneamente, pela sua verticalidade e a sua posição central.

Tessen significa leque, e representa o sopro de vida, que anima e cria harmonia. É ao mesmo tempo o instrumento humano por excelência, que quando se abre exibe a multiplicidade dos possíveis, e quando se fecha os reconduz à unidade.

A técnica do Tenchi Tessen culmina num trabalho de coreografia e de kata. Aqui, a procura é, principalmente, a da harmonia e da beleza. O movimento esgotado de todo o trabalho de apreensão de sua técnica surge em toda a sua espontaneidade e pureza, permitindo ao sopro criar a ligação entre o espaço e o corpo. Pode, então, observarem-se movimentos desenhados num espaço vazio, numa total harmonia com o ritmo, a cor, a musica, o som e o silencio.

Outro aspecto interessante do Tenchi Tessen é o seu encontro com a música. A música não é utilizada como suporte ou como um apoio. Ela surgiu da necessidade de fusão do movimento com o som. Os movimentos desta arte e a música são praticados numa comunhão mútua e sincera, tornam-se indissociáveis, pois, praticantes e músicos têm a mesma finalidade, não seguem caminhos paralelos e por isso manifestam-se no instante presente.

Esta “Arte do Movimento” permite simultaneamente aumentar a flexibilidade corporal e, de uma forma harmoniosa, desenvolver e pôr em circulação as energias internas.

Os aspectos que levam a considerar esta disciplina como uma “Arte da Vida” são principalmente o conhecimento de si-próprio e a comunicação com os outros e com o mundo que nos rodeia.